A cultura, é sem dúvida nenhuma, um dos fatores mais importante para a identificação e unidade de um povo. Sua manutenção exige o esforço coletivo na transmissão de valores, crenças, padrões e comportamento do grupo para novas gerações.

A rica cultura de Okinawa vem atravessando séculos de forma indelével, sendo transmitido de geração em geração.

Mesmo com a imposição política e cultural sofrida nos últimos anos e mesmo com as recentes transformações como parte de um processo histórico, que vem ocorrendo de forma global no mundo moderno, exigindo um mundo cada vez mais cosmopolita, o povo de Utiná ( o que quer dizer Okinawa em dialeto) resiste heroicamente, insistindo em manter aquilo que lhe é mais precioso, a singularidade de sua cultura e do verdadeiro "espirito utinanchú"( utinanchu quer dizer da pessoa natural de Utiná).

O legado da cultura de Okinawa exibe desde o caráter familiar, "intimista", coletivista e de cooperação das antigas vilas e aldeias, no gênero popular, até a reverência, honorabilidade e a elegância do estilo clássico que eram oferecidos então à nobreza do seu antigo Reino (Reino de Ryukyu, foi um reinado independente, até politicamente, fazer parte do governo imperial do Japão como a atual província de Okinawa, ver história), e também, como forma de tratamento e hospitalidade às missões diplomáticas provenientes de outros reinados e impérios da antiga Ásia.
"Terra da cortesia", título recebido pelo Reino de Ryukyu de antigo Imperador da Dinastia Ming, afixado no Portal do Castelo de Shuri sua antiga sede Real, singulariza o reconhecimento e a importância de sua rica cultura e hospitalidade para toda a região.

Durante séculos, o próspero e pacífico Reino de Ryukyu, manteve fortes relações comerciais e de intercâmbios culturais com outros reinos e impérios (países) da região, o que evidentemente trouxe influências que podem ser claramente observados na sua cultura e religião. Segundo alguns historiadores, as maiores influências são provenientes da China, Coréia e principalmente do próprio Japão, porém, sua verdadeira cultura autóctone, permanente até os dias de hoje e é o mais precioso de suas jóias, traz em sua cerne os mais importantes valores que são fundamentais para uma sociedade, principalmente nos dias de hoje.

Além da indissociável alegria e festividade de seu povo, a valorização da família e da comunidade, o sentimento de união e principalmente, a gratidão e o respeito aos mais velhos, o que tudo isso pode ser traduzido como o verdadeiro "espírito Utinantchú", atravessou oceanos e está presente aonde haja um "utinanchú" ou seu descendente.

Podemos classificar de forma mais pragmática como a música, a dança, o teatro, o caratê, a cerâmica e a tecelagem como as maiores expressões de sua cultura que, reconhecidos internacionalmente, também influenciaram outras culturas da região.

 

 

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