Otsunahiki de Naha

NAHA, OKINAWA, Japan – Mais de duzentas mil pessoas, entre elas, okinawanos, militares norte-americanos e suas famílias, juntaram-se para assistir e participar do maior “cabo de guerra”, de 09 a 11 de outubro, durante o Naha Matsuri (Festival de Naha).

No festival também teve performances de artes marciais, música, dança, além de muita comida e até fogos de artifício.

O cabo-de-guerra, ou “Tsunahiki” em japonês, principal evento do festival, é uma tradição que dura mais de 300 anos, e foi interrompido somente durante a Segunda Guerra Mundial. No passado, o resultado do “Tsunahiki” auxiliaria os sacerdotes a preverem o futuro. Hoje em dia, porém, a competição é simplesmente uma forma de entretenimento.
A corda, reerguida todos os anos para a comemoração, é descrita no Guinnes Book, o livro dos recordes, desde 1997, como a maior do mundo feita de materiais naturais. Ela possui quase 600 pés de comprimento, seis pés de diâmetro e pesa mais de quarenta toneladas.

Antes do início das festividades, as duas terminações da enorme corda foram conectadas, levando mais de 30 minutos para dar um forte nó com um feixe de madeira. O ato de amarrar as duas extremidades simboliza a junção do leste com o oeste de Naha, capital de okinawa.
Dois homens, que representavam os últimos reis do leste e do oeste de Naha, foram trazidos para o meio da corda em plataformas, onde fizeram demonstrações de artes marciais antes de desafiarem-se, simbolicamente, para um combate.

Uma enorme bola dourada despejou confetes e bexigas sobre o público e o evento começou.

Líderes de equipes, trajando vestuário típico, permaneciam no topo da corda e bradavam: “Hai-ya!” e “Yoi-sho!”, o que equivale a gritos de incentivo, para os membros de seus grupos. Isso tudo com o intuito de darem o melhor de si, utilizando toda força. Os condutores encorajavam os 25 mil parceiros na tentativa de fazer seus times vencedores.

Na competição, o time que puxar a corda por mais de cinco metros vence. Caso um dos grupos não consiga fazê-lo, aquele que mover a corda por mais de dois metros em trinta minutos é declarado campeão. Se nenhuma equipe conseguir, também, considera-se empate.

Este ano, o lado oeste de Naha ganhou quando a corda atravessou a marca dos cinco metros em seis minutos e vinte e seis segundos.
Depois da disputa, a enorme corda foi cortada em pedaços menores e distribuída entre o público para lhe dar sorte.

“Foi uma boa maneira de interagir com os okinawanos”, afirmou Jeison O. Areiza, motorista chefe da Base da Corporação da Marinha, do Centro de Junta da Recepção de Butler. “Isso os ajuda a mudar de opinião a respeito dos fuzileiros navais americanos, enxergando-os sob uma perspectiva melhor”, completou Areiza.

Fonte: Japan Update
Tradução e adaptação de Yone Shinzato
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